6 de abril de 2009

e a luta continua



O projeto de lei para criação do CAU – Conselho de Arquitetura e Urbanismo – voltou a ser discutido pelo Governo Federal em solenidade de lançamento do Programa Minha Casa Minha Vida realizada em Brasília.
A luta de mais de 50 anos em defesa da criação de um conselho exclusivo para os arquitetos parece estar chegando ao fim, já que o governo quer sancionar o projeto de lei ainda este ano. Durante o discurso reconheceu nossa importância no desenvolvimento do projeto do Programa Um Milhão de Casas para o Brasil e na qualidade final das casas a serem disponibilizadas aos trabalhadores brasileiros. Lula afirmou ainda que nossa participação na Comissão Gestora do Programa é indispensável.
Enfim, o assunto em evidência novamente, faz muito tempo que precisamos da regulamentação e de uma estrutura institucional que zele pelo cumprimento da arquitetura, pois a cada dia que passa ela fica exacerbadamente mais desvalorizada.

30 de março de 2009

repúdio ao " projetinho".




Carta ao cliente

Confesso que não me assustei muito ao ler sua carta contando o resultado da conferência para autorização de um projeto para o São Lucas. Estas coisas acontecem sempre porque, por falta de costume, quem constrói, nem sempre avalia o plano de como deveria fazê-lo. Se eu insisto em aconselhá-lo mais uma vez para que consiga um arquiteto para dirigir os trabalhos de seu hospital, não é somente porque desejo muito trabalhar para um hospital modelo, mas porque, e principalmente porque, não posso crer que uma obra, da importância da sua, possa nascer sem estudo prévio. É vezo brasileiro fazer as coisas sem plano inicial perfeitamente elaborado; quando se pergunta sobre como ficarão estes e aqueles pormenores, a resposta é sempre a mesma: Ah! Isso depois, na hora, veremos.

Assim fazem-se as casas, os prédios, as cidades; nesse empirismo vive a lavoura, a indústria e o próprio governo. O planejamento, mercadoria altamente valorizada em todo mundo para qualquer realização, não encontrará entre nós o ambiente propício enquanto nós moços não nos capacitarmos da sua necessidade imprescindível. Poderia continuar conversando com você sobre a grande vantagem de planejar com antecedência, até amanhã, sem esgotar todos os argumentos e provavelmente terminaria por dizer que é até demonstração de patriotismo e inteligência. Mas com isso não convenceríamos ninguém; talvez muito mais vantajoso seria confinar a discussão entre os limites das vantagens particulares, individuais de aplicar o método. Então vejamos. A pergunta é sempre a mesma; -"que vantagem poderíamos ter em gastar CR$ 65.000,00 em um projeto somente? O projeto não é o prédio; muito pelo contrário, somente uma despesa a mais! Contratando a construção o projeto viria de graça, feito pelo próprio construtor e nós economizaríamos 5% sobre o valor do prédio. Com esses 5%, no caso de querermos gastá-lo, até poderíamos melhorar algumas condições do edifício; enriquecer alguns materiais etc..."

Garanto que os argumentos acima lhe foram expostos mais de uma vez. São os que sempre vejo empregados em ocasiões dessas e nunca mudam. São também os mais fáceis de rebater e os menos inteligentes.

Senão vejamos: "...O projeto sempre custa alguma coisa. O construtor que o fizer terá, sem dúvida que empregar engenheiros e desenhistas para isso. Terá de empregar gente para calcular concreto, para calcular aquecimento, eletricidade, etc... O construtor cobrará essa despesa do proprietário através da comissão para a construção. Tanto isso é verdade que, se você apresentar aos construtores um projeto completamente pronto, ele cobrará percentagem menor para a construção porque dirá, "não terei despesas no escritório". Suponhamos que a taxa de honorários para a construção seja de 10 a 12%, inclusive o projeto. Se você der o projeto, encontrará quem lhe faça por 6 ou 8%. Daí você conclui que o projeto que você pagou ao arquiteto 5%, já representa nessa ocasião somente 1% ou 2% a mais do que o preço geralmente previsto.

Mas eu desejo provar que o plano geral, feito com antecedência, é economia e não despesa. Então vamos continuar. Ninguém pode negar, nenhum construtor, nenhum cliente, que o projeto feito pelo técnico, contém em si uma previsão maior dos diversos detalhes do que o projeto rabiscado pelo construtor e verificado pelo proprietário. Faça uma experiência. Tome um plano que esteja em início de construção e pergunte a quem o dirige: por onde passam os canos de aquecimento? Por onde passam os canos de esgoto? O senhor vai fazer antes isso ou aquilo? Garanto que não sabem.

Responderão: "provavelmente passarão por aqui ou ali, farei isto ou aquilo antes. Se na ocasião de executar um serviço, verificar-se um contratempo qualquer, um cano que não pode passar porque tem uma porta, um esgoto vai ficar aparecendo no andar de baixo; o construtor resolve em função do problema, no momento. Ele dá voltas com o cano ou faz um forro falso para esconder o esgoto que iria aparecer em baixo. Entretanto se isso tivesse sido previsto, não precisaria de forro falso ou qualquer outra coisa. No papel, teria sido procurada e encontrada a solução mais econômica, para o caso, a mais bonita.

Consulte um construtor experimentado ou alguém que já tenha construído e todos serão unânimes em contar-lhe pequenas calamidades que apareceram. Eu já ouvi diversas vezes, por exemplo: "Quando colocamos as fundações no terreno nós vimos que o quarto ficaria enterrado. Então levantamos as fundações mais cinqüenta centímetros para dar certo. Por isso deu uma escada na entrada e ficou com um porão, etc... Se você calcular quanto mais caro ficou a imprevisão, você verá a vantagem de ter um projeto estudado. O arquiteto teria dado uma disposição diferente nos cômodos de maneira que o tal quarto não ficasse enterrado, sem ter que aumentar as fundações e assim economizaria o dinheiro com o qual se faria pagar.

Se o proprietário não ganhasse nada, ainda teria para si uma solução melhor e um motivo para valorizar seu imóvel. O construtor por exemplo não projetaria as instalações elétricas. Ele chamaria um instalador "prático" e o homem disporia a coisa à sua vontade. Usaria os canos que ele quisesse e os fios que achasse melhores. Bem curioso, não é ? Poucos entendem disso e ninguém iria fiscalizar o homem. Acontece, porém que os fios, quando são fios demais em relação à corrente que transportam, dão muitas perdas, e essas se traduzem em despesa mensal maior de energia para você durante os 50 ou 100 anos de funcionamento do hospital; assim você pagaria 100 vezes um bom projeto de distribuição de eletricidade. Estou apenas repetindo casos cotidianos.

Do funcionamento do hospital ainda mais, o construtor provavelmente não entende e nem terá tempo suficiente para estudar. Ele não é especializado em hospitais porque isto é Brasil e depois não estudam porque não é o seu métier. Ora, assim sendo, ele vai confiar em você. Você conhece hospitais já feitos e em funcionamento, como hospitais, não como construções. Os seus preconceitos, a respeito, o construtor repetirá com o dinheiro de seu bolso. As soluções que, para alguns casos que você viu, são soluções econômicas poderão constituir soluções caríssimas, no seu caso. Rematando, sua casa de saúde não teria o melhor aspecto porque faltou um artista.
Arquitetura, é construção e arte. Arte. Arte não tem livro de regulamento que ensine. Nasce dentro de cada um e desenvolve-se como conjunto de experiências. Procure um homem que possa das à sua casa de saúde, além das características de um hospital eficiente pelo perfeito planejamento das diversas sessões, um valor artístico indiscutível.

O valor artístico é um valor perene, enorme, inestimável. É um valor sem preço e sem desgaste. Pelo contrário, aumenta com os anos à proporção que os homens se educam para reconhecê-lo. O valor artístico subsiste até nas ruínas. Os anos correm e desgastam o material, enquanto valorizam o espiritual.

Com a consciência limpa termino minha proposta. Está em suas mãos a responsabilidade de decidir entre os caminhos. De um lado eu me coloco, não só, mas como representante dos arquitetos brasileiros, defendendo a economia, a ordem e acima de tudo, o futuro. De outro lado, o empirismo, a reação, a imprevisão.


Qualquer solução que você venha a dar não mudará as relações entre nós, nem sua opinião futura sobre o que acabo de escrever. Se o prédio for bom, bem projetado, bem planejado, por um bom arquiteto, você gostará, todos gostarão; se ele não prestar, se custar muito, se não funcionar, ser for feio ou sem personalidade, sem valor artístico, sem plano nenhum, o resultado será o mesmo. Em todos os dois casos você adquirirá experiência e acabará por trabalhar sempre do meu lado e com os meus argumentos. Nós venceremos sempre como eu queria demonstrar.
Pague pois o que eu pedi. É pouco em relação às vantagens futuras. Ou não pague, e as vantagens serão as mesmas, para a sociedade evidentemente, não para você.

Com um abraço afetuoso do amigo certo,

Vilanova Artigas

São Paulo, julho de 1945


Carta retirada do livro Vilanova Artigas Série Arquitetos Brasileiros, paginas 49, 51 e 52

25 de março de 2009

13 de fevereiro de 2009

arte na oca


Ontem foi dia de grafite na oca.
Uma árvore plantada pelo Alê da quitanda urbana.

9 de fevereiro de 2009

ano novo chinês | boi bandido



Na mesma velocidade que Pequim se tranformou no grande canteiro de obras , onde cada arquiteto do "star system" tentou deixar sua marca, o fogo devastou o troféu de Rem Koolhaas.

mãos à obra!


final de obra é sempre a mesma correria, 500 pessoas enfiadas num mesmo espaço, limpando, pintando, instalando e claro, reclamando ... e onde estão as arquitetas nesta hora??? ajudando na instalação das pastilhas de vidro! o quê? jura? claro, quem disse que arquiteto não põe a mão na massa??

6 de fevereiro de 2009

hay que tomar el pulso de la ciudad


Muito já se falou sobre a nova “obra” do Oscar em Brasília. O fato é que mais uma vez criou-se uma polêmica sobre a tentativa do arquiteto em ocupar o canteiro do Eixo Monumental, descrito por Lucio Costa como “extenso gramado destinado a pedestres, a paradas e a desfiles”, com uma praça, desta vez a “Praça da Soberania”. Há coisa de dois anos nos livramos da construção de uma monumental pomba de concreto para a chamada “Praça do Povo”, mudou-se o nome e a alegoria, desta vez ela vem inspirada nas curvas, pasmem, dos homens! Isso mesmo, o arquiteto tão famoso por sua arquitetura inspiradas nas curvas das mulheres desta vez decidiu implantar um obelisco em homenagem ao cinqüentenário de Brasília.
O IPHAN, o IAB, representantes da UNESCO e um número incontável de arquitetos criticaram a realização do projeto, já que todos concordam que o conjunto estacionamento + obelisco + memorial dos presidentes = praça, será uma barreira na leitura da cidade.
Oscar argumenta que nenhuma cidade é intocável, ele está certo. Todas as cidades sofrem articulações espaciais pela ação da sociedade x tempo. Mas o que falar de Brasília ... cidade criada para ser a capital do país e levar o desenvolvimento para os estados mais afastados do então centro (aumentando a dívida do país); criada na crença do modernismo e da indústria automotiva; cujo plano piloto (protegido como patrimônio da humanidade) resultou no engessamento da área central e conseqüente e descontrolada expansão da periferia (como muitas outras cidades não planejadas!) ... mas ela está aí. Do que adianta acrescentarmos intervenções que só feririam a relação de cheios e vazios proposta por Lucio Costa e atrapalhariam a perspectiva do conjunto formado pelos edifícios projetados por ele mesmo.
Será que em vez de se preocupar em criar uma praça o renomado arquiteto não poderia utilizar o seu prestígio para melhorar a vida dos brasilienses?
Que tal novas soluções de transporte urbano já que os engarrafamentos de trânsito são constantes (afinal as cidades satélites não tem autonomia econômica em relação ao centro urbano). Que tal outras praças? Sim, praças para o uso do povo, para uso diário, que não tenham caráter cívico.
Será que eles já não estão bem servidos de espaços monumentais e "expressivos"?

4 de fevereiro de 2009

clean your shit!




Andando ontem pela rua Padre Carvalho me deparei com uma caixa com saquinhos plásticos para cocô de cachorro fixada no gradil de um condomínio. Nunca tinha visto isto! A que ponto chega a falta de educação nas pequenas atividades do nosso cotidiano.
Você escolheu ter um cachorro, certo? Então deveria arcar com as responsabilidades adquiridas por sua escolha, como por exemplo recolher seus dejetos das ruas, simples assim! Imagine o campo minado que se formou na calçada deste condomínio para que eles resolvessem obter este artefato!
A única vantagem é que nele são colocados saquinhos biodegradáveis (assim como o cocô!) em vez de sacos plásticos comuns que demoram até 300 anos para se decompor.
Por falar nisso, Michael Bloomberg, prefeito de NY, propôs semana passada uma taxa sobre sacolas plásticas (5 cents each) distribuídas em lojas e supermercados ... e por aqui? Quando teremos iniciativas como esta?

27 de janeiro de 2009

queimaram a carta de atenas.


O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, quer construir um muro para tentar impedir a expansão da favela Dona Marta, zona sul. A barreira, denominada “ ecobarreira ” terá três metros de altura e tensiona proteger a floresta do avanço das favelas. Ao mesmo tempo, o governador enfatizou que "a prioridade [deste muro] é enfrentar o tráfico de drogas e as milícias, impondo limites ao crescimento desordenado".
Afinal de contas, qual é o real objetivo do governo?
Será que eles acham que é possível conter o crescimento do poder das facções criminosas de traficantes que constantemente se enfrentam apenas com um MURO?
Um muro de três metros de altura conseguirá frear problemas sociais e políticos?
Será que o governo não enxerga que, ao propor tal barreira, apenas atesta a sua incapacidade de controlar a expansão urbana?
Que ele só irá realçar as barreiras sociais que já transformaram aquela região em um grande gueto de excluídos e marginalizados?
A verdade é que estamos prestes a presenciar mais uma situação de apartheid social, provocado pela incompetência dos governos em geral, de gerenciar os problemas sociais, econômicos e culturais .. algo que estamos cansados de ouvir falar.

26 de janeiro de 2009

23 de janeiro de 2009

torá, versão revisitada.


Nova York - Década de 70

São Paulo - Década de 2000

21 de janeiro de 2009

suspenderam os jardins da Babilônia.

Empresário pretende construir cemitério vertical em Curitiba, que sirva também como atração turística.

Seria uma miragem?
Pirâmides do Egito?
Holywood no Brasil?
Hum... só mais uma arquitetura de espetáculo...

12 de janeiro de 2009

macacos me mordam.


Arquitetura totalmente visível, expressa a definição da construção e, assim, pilares, paredes, cobertura e tubulações, são partes dessa moradia que podem ser vista por todas as pessoas que circulam pela casa.

8 de janeiro de 2009

arquitetura brasileira | concurso público

O arquiteto João Virmond Suplicy Neto, presidente nacional do IAB – Instituto de Arquitetos do Brasil, encaminhou carta a José Serra, governador do Estado de São Paulo, sobre a contratação do escritório suíço Herzog & De Meuron para o projeto do Teatro da Ópera e Dança de São Paulo.
Nós arquitetos defendemos a adoção de concurso para quaisquer obra pública, já que isso proporciona um saudável debate sobre o papel e a relação da obra com a cidade.
Em contraponto, a construção desta obra, por um escritório desse porte, sem dúvida contribuiria para a aceitação da arquitetura "contemporânea" pelo grande público.

Segue abaixo a carta.


Curitiba, 21 de Novembro de 2008.

Ao Exmo. Sr. José Serra
Governador do Estado de São Paulo


Ilustre Senhor Governador,

Com nossos cumprimentos, vimos expor o que segue:

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), fundado em 26 de janeiro de 1921 e registrado no Cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas, em Brasília, sob o n° 1.075, em 17 de maio de 1972, Sociedade Federal, sem fins lucrativos, com sede e foro na Capital da República, tem dentre outros objetivos, de acordo com seu Estatuto, o seguinte: “Congregar os arquitetos do Brasil, para a defesa da profissão, promovendo o desenvolvimento dos profissionais arquitetos e da arquitetura em todos os campos de atuação”.
O Instituto de Arquitetos do Brasil é uma federação constituída por Departamentos, Seções e Núcleos e, segundo o mesmo Estatuto, dirigida por um Conselho Superior e uma Diretoria Nacional. O IAB conta com 27 departamentos, que abrangem todos os Estados da União e o Distrito Federal. É a Seção brasileira da União Internacional de Arquitetos, Federação Pan-americana de Associações de Arquitetos e Conselho Internacional de Arquitetos de língua Portuguesa.
A Diretoria Nacional do IAB, face à notícia veiculada dia 04 de novembro de 2008, no Jornal Folha de São Paulo, acerca da contratação do escritório suíço Herzog & De Meuron, para elaboração do projeto de arquitetura do Teatro da Ópera e Dança de São Paulo, baseado na lei 8666/93 em seus artigos 1º, 6º, vem respeitosamente lembrar, que esta natureza de trabalho profissional e seus desdobramentos no contexto urbano devem ser contratados mediante concurso público conforme in verbis:

Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Art. 6o Para os fins desta Lei, considera-se:

I - Obra - toda construção, reforma, fabricação, recuperação ou ampliação, realizada por execução direta ou indireta;
II - Serviço - toda atividade destinada a obter determinada utilidade de interesse para a Administração, tais como: demolição, conserto, instalação, montagem, operação, conservação, reparação, adaptação, manutenção, transporte, locação de bens, publicidade, seguro ou trabalhos técnico-profissionais;
III - Compra - toda aquisição remunerada de bens para fornecimento de uma só vez ou parceladamente;

Art. 22. São modalidades de licitação:

§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.

A XX Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, recomenda a todos os países membros da UNESCO que adotem o concurso público como forma de licitação de projetos de arquitetura e urbanismo.
Em 1947, a Sede da ONU em Nova York, EUA, teve o projeto de arquitetura de sua Sede escolhido através de concurso, organizado pela União Internacional de Arquitetos, o qual definiu Oscar Niemeyer como seu vencedor.
A prática do concurso público para projetos de arquitetura e urbanismo visa, sobretudo, a licitação pela qualidade de resultados, a evolução da arquitetura e da tecnologia, o surgimento de novos talentos e a divulgação da futura obra. A justificativa de notória especialização, para a contratação em pauta, se baseia no pressuposto de que somente o contratado possui condições de executar o serviço. O que absolutamente não é verdadeiro. Existem no cenário mundial vários arquitetos vencedores do Prêmio Pritzker, inclusive dois arquitetos brasileiros que, em igualdade com o escritório suíço Herzog& De Meuron, detêm merecidamente esta premiação.
Oportuno lembrar que, o projeto do Estádio “ninho de pássaro”, inaugurado em Pequim, por ocasião das Olimpíadas realizadas na China, em 2008, de autoria dos arquitetos Herzog & De Meuron, teve os nomes destes arquitetos selecionados pelo processo de concurso internacional.
Inúmeros exemplos de importância cultural em todo o mundo originaram-se de concursos. O Centro Georges Pompidou, a Ópera de Sidney, o Maracanã, o Plano Piloto de Brasília, o Cristo Redentor, o Arco de La Defense, a Biblioteca de Paris, o Teatro Sólis de Montevidéu, os Teatros de Natal, do Grupo Corpo, de Londrina e o da Unicamp, são uma pequena mostra dentre os inúmeros exemplos existentes.
A arquitetura, a administração dos governos, a cultura e a sociedade ganham em muito com o concurso público para projetos de Arquitetura, os quais podem ser realizados em âmbito nacional ou internacional, estes com o apoio da União Internacional de Arquitetos (UIA) ou da Federação Pan-americana de Associações de Arquitetos (FPAA).
Exposto isso, Excelentíssimo Governador, vimos mui respeitosamente sugerir a aplicação do concurso público para o projeto de arquitetura do Teatro da Ópera e Dança de São Paulo, e apresentar nossa disposição em colaborar no que se refere, bem como, auxiliar no processo do concurso público de futuros projetos.

Atenciosamente
Arquiteto

João Virmond Suplicy Neto

20 de dezembro de 2008

13 de dezembro de 2008

Bardot Salão | Vila Madalena



Don't let me down, Don't let me down.

15 de outubro de 2008

que tal uma saladinha?



reforma de apartamento no Guarujá.